Mari Gemma De La Cruz

Artista visual desde 2013 quando aos 50 anos inicia na fotografia. Vive em Cuiabá(MT), há cerca de 30 anos, onde desenvolveu um olhar que define ser ‘biopsicosoocioambiental’. Tem realizado trabalhos com autorretratos, fotoperformance e intervenções em espaços urbanos ou naturais com temas que têm profundas raízes emocionais e que lhes são dolorosos, ligados ao feminismo e às questões ambientais. Recebeu premiações, realizou diversas exposições nacionais e internacionais.

 

Céu de Urucum

Trabalho em desenvolvimento 'Céu de Urucum', que iniciou após o dia 10 de agosto de 2019, o Dia do Fogo, onde a floresta Amazônica foi intencional e criminosamente incendiada. Em 2020, um ano após realizei a intervenção no Cerrado queimado. Durante a pandemia a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado, biomas presentes em Mato Grosso, foram devastados pelo fogo. Cuiabá, coração e centro geodésico da América do Sul, tornou-se uma ilha cercada pelas chamas. A vegetação inflamada, anunciava o funeral da nossa diversidade. Uma ideia de extinção pegando fogo, resultante desta modernidade da qual somos vítimas e algozes. Em agosto de 2021, quando a devastação pelo fogo continua, realizei a performance evidenciando que precisamos lutar contra esta doentia gestão ambiental que privilegia o desmatamento em detrimento da sustentabilidade e justiça socioambiental.

 

Técnica e/ou materiais: fotografia digital


Suporte/dimensões: imagem digital